domingo, 17 de março de 2013

Eu vejo televisão de qualidade! (Sóquenão...) [Jurei que não usaria de novo, mas não resisto!]


Eu fugi, fugi e fugi mas não deu, acabo tendo que escrever sobre Big Brother Brasil nesse santo blog. Juro a vocês que não queria entrar em debates sobre esse programa, mas ontem cheguei em casa, dei aquela espiadinha no facebook e o assunto do momento era um vídeo em que um rapaz fulo da vida metia o sarrafo no BBB.
O vídeo em questão se trata de uma gravação feita em celular, de uma entrevista que não foi ao ar, realizada em algum shopping. O entrevistador era um tipo chamado Vinicius Valverde, repórter oficial do programa da Rede Bobo. O entrevistado era um transeunte que se mostrou um tanto indignado, fazendo críticas severas ao BBB e à programação da Bobo em geral. Acusou a emissora de ser sem cultura e transmitir programação de qualidade questionável (Gente, acho que todos já viram então nem vou ficar transcrevendo...) e etc e tal. O vídeo na íntegra vocês podem ver aqui.




Mas como você, nobre pós-graduando, bonito, educado, simpático e magnânimo sabe da existência desse programeco?

Elogios à parte (HAHAHAHHA só pra descontrair e exercitar minha modéstia!!!!) eu sou um espectador do BBB. Sim, podem me jogar pedras, mas praticamente desde a primeira edição eu vejo o BBB, e desde a décima edição meu pai assina Pay Per View (ou seja, vemos praticamente essas pessoas o dia inteiro!). Teve uma edição que não vi, mas porque trabalhava numa fábrica como torneiro mecânico e aquilo sugava minhas energias por completo, era cama-trabalho trabalho-cama... Sou um telespectador moderado, dos que apenas acompanham, sem perder tempo votando ou fazendo parte de fanpage, fóruns e baboseiras afim...
Não, antes que perguntem me adianto em responder, não acho o programa bom, definitivamente! Não posso, como educador que sou achar bom um programa que pregue valores altamente questionáveis como que para ser feliz só se pode ter entre 23 e 30 anos, não ter pudor algum e ter que encher a cara de cachaça... Isso não é felicidade, aquilo tudo exala uma superficialidade de sentimentos, atitudes e valores, mas a vida em vários momentos não é assim também? Sim é, e não serei eu a julgar quem participa e veja o programa. Eu vejo e tenho o discernimento de perceber que aquilo não passa uma mensagem bacana. Por isso não esperem de mim que assine algum abaixo-assinado para retirar o programa do ar. Primeiro porque o programa é uma terapia pro meu pai, por exemplo. O véhio adora tomar conta da vida deles, como tirar a felicidade de um aposentado? Outra, se o programa não me satisfaz, eu mudo de canal. Boto na Band, na Record, no SBT (que gosto muito), nos canais de TV por assinatura... Nunca que vou ficar me torturando, xingando programa de televisão e seus espectadores, porque tenho um aparelinho chamado controle remoto (duas pilhas bastam!) e com ele escolho uma programação que me agrade, ou desligo e vou fazer outra coisa.

Afina, quem nunca deu a famosa espiadinha? É  Bial, te conheci em dias melhores...

Esse já ganhou uma vez.

Galera adora falar mal, até parece que vê todos os dias né?! Huahauahauahu


Mas a Rede Bobo é um lixo, as novelas são a sucursal do lixão de Gramachoooo, o mundo é uma desgraça!!!!!!!

Vejam bem, meu sonho era que a Rede Bobo fosse mais uma emissora e não A emissora. Eles não representam o Brasil, não me representam, e não acredito que seus executivos estejam preocupados com o bem do povão. A programação deles cria padrões, faz pessoas sofrerem, ensinam coisas não muito legais, manipulam covardemente, enfim qualquer defeito que vocês pensem se aplica à esta emissora (qualquer semelhança com o CAPIROTO não é mera coincidência!!!!). Mas devemos admitir que no meio de uma aparente podridão moral algumas produções se destacam. Boa parte das novelas são ruins, sim são ruins mesmo (se pensar nas mais atuais então!!!), mas temos telenovelas tão bacanas, tipo a recém terminada Lado a Lado. Sou um fã dessa novela de época, que retratava a luta dos negros libertos recentemente da escravidão para se estabelecerem numa sociedade racista, desigual e opressora. A trama tratou te temas da história do Brasil sem se tornar um Telecurso 2000 num horário mais agradável. Figurino e elenco bombaram, trilha sonora espetacular. E uma fuga do clichê de que a trama principal é um romance mal resolvido, dessa vez o fio condutor da história era uma grande amizade entre duas mulheres diferentes socialmente (negra e branca, início do século XX), porém tão próximas por lutarem pelos direitos iguais entre homens e mulheres. Sem mais delongas, uma produção recente que merece todos os elogios, e que tinha de ser mais vista pela criançada, por todo mundo. Claro que como o mundo não é perfeito, as outras novelas no ar são uma tranqueira de péssimo gosto e põe a inteligência dos telespectadores em xeque... Mas e daí? A dona Bobo tem os melhores técnicos, em especial os de dramaturgia, e isso os possibilita de produzirem bons materiais, histórias cativantes e até edificantes de algum modo.
O que quero dizer com isso tudo? Quero aqui mostrar que a televisão brasileira não está nos melhores dias (quando esteve?????), mas que mesmo no aparente pântano ainda nos deparamos com produções de qualidade (na Dona Bobo), e nas outras emissoras abertas temos ótimas opões de programas de humor, jornalismo, esportes e etc. Na TV fechada então temos muitas opções mais, a menos que você esteja esperando o episódio inédito da as série favorita que nunca sai...

Hipócrita²!!!!!! Essa modinha Poor is Beautiful daqui a pouco acaba, tal e qual a moda da calça boca de sino...

Salafrário e manipulador. Mais um a explorar a pobreza , enaltecendo-a... Por que não doa o dinheiro e vai viver numa daquelas casas que adora reformar pra se fazer de bonzinho?
Uma ótima produção dentro do pântano que a TV nacional atravessa atualmente...

Enquanto outras duvidam da nossa capacidade de raciocínio... Afinal o que pensar de um capitão de exército que mora com a mamãe, de uma delegada rodeada de fofoqueiros de de uma "favelada" metida a malandra que só faz merdinha???


Mas o povo quer cultura na TV!!!!! (Que cultura, cara-pálida????????)

Sinceramente! Custo a acreditar nisso galera, essa não desce. Analisando o vídeo do shopping e o discurso de cultura e bla bla bla fiquei imaginando que se o povo quisesse tanta cultura na TV a essa altura a audiência da TV BRASIL estaria nas alturas. Mas pera-lá, não sabem que raio de TV é essa? Lembram da TVE (TV Educativa, canal 2 no Rio)??? Então, desde 2007 esse e outros canais integram a Rede Brasil, então tudo virou TV Brasil (Não sabiam??? É, por essas e outras que eu duvido muito quando vejo galera falando de cultura na televisão). A programação da TV estatal não é de todo mal, mas não atrai muito os telespectadores. Creio que o programa ali de maior audiência é o Sem Censura, da Leda Nagle, pois além de ser um bom programa sempre conta com a participação de artistas da Dona Bobo divulgando seus projetos paralelos, cantores famosos e etc.
Então vejo, felipinamente, toda essa farofada sobre BBB como hipocrisia de boa parte de seus críticos. Conheço pessoas que realmente não assistem muita TV aberta ou nem isso. Esses, realmente quando virem o BBB (por exemplo) vão achar uma possilga mor e vão se indignar. Agora a grande maioria, que curte Lívia Marine da Depressão (no facebook), cantavam Oi Oi Oi quando viam Carminha e compram revista Contigo não podem ficar pedindo mais cultura na TV (até podem, mas devem pensar muito antes de fuzilar quem admite assistir essas tranqueiras televisivas todas).

O canal favorito do povo brasileiro, ávido por cultura na TV! Mas essa TV ainda existe? Melhor, que cultura querem na TV CACEBOSTA?!


Meus queridos, o meu recado com esse post é para que pensemos o quanto soa hipócrita todo o esbravejo contra o tal do BBB e a programação em geral, se pensando que a audiência dos canais culturais ou comentários sobre eles nas redes sociais quase inexiste. Mas acho que a minha maior mensagem pra hoje é que pensem que o poder de escolha pode parecer mínimo, mas ainda é nosso. Nós escolhemos aquilo que queremos assistir na TV, isso é mais que evidente. Lógico, a programação no geral não é das melhores, mas a Santa Tecnologia nos ajuda. Internet, DVD, Blu-Ray, jornal, sei lá, todo tipo de mídia está disponível. Então menos xingamento, gritaria e mais exercício de escolha daquilo que acham melhor verem, ok?!

E vida que segue, adorando essa etapa blogueiro da minha vida!

Um último recado, prometo!!!!!! Não deixem de ouvir nossa rádio, nem que seja por cinco minutinhos. Afinal são 24h de música (boooa música), pra vocês relaxarem enquanto estiverem lendo esse mal escrito blog. A sim, a nossa rádio tem agora site oficial, lá em cima no início da página da pra acessar. E estamos aceitando propostas de programas. Se quiserem se tornar divulgadores de ideias é só entrar em contato no site da rádio. Tem uma grade inteira esperando pelo seu programa, ok?!
Um grande beijo e ótima semana a todos!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quando a fonte da informação é o facebook, até São Nunca desconfia...


Boas meus queridos e queridas leitoras, infelizmente tive de interromper as atividades do blog por motivos de ordem maior. É, um mau estar me pegou na esquina, me tirando qualquer condição de pensar no que escrever. Fico-lhes devendo uma postagem temática.
No fim das contas escrevo aqui hoje pra dividir com vocês a minha preocupação com a criação e transmissão de informações sem nenhum fundamento pelo facebook. Devemos concordar que tudo que é lido na rede tem que ser examinado com cuidado, observando as fontes e referências utilizados. Nem a tão procurada Wikipédia é tão confiável como gostaria de ser, e os posts no facebook menos ainda.
O facebook, assim como as redes sociais de hoje em dia, tem os seus assuntos batidinhos do momento, as modinhas. Durante boa parte do ano passado tivemos o super-herói Joaquim Barbosa (ou Capitão STF contra os Malignos da PTrosfera!). Já encheu bem a paciência aturar toda semana uma postagem sugerindo que se candidatasse a presidência, ou que ele era um exemplo de conduta. Mais ainda, inventaram que ele era contrário às cotas raciais em universidades, com uma frase pateticamente ridícula (claro, suuuper conveniente um negro que venceu na vida [algo mega comum no Brasil! Ou não?] dizer que é contrário à política de cotas ou outras ações afirmativas) e nitidamente mentirosa. Mas aí vos pergunto: Alguém foi verificar a veracidade dessa frase? Resposta obvia e límpida: NÃO!!!!! Acredito que os que defendem ou se identificam com a causa das ações afirmativas até procuraram averiguar o fato, mas aqueles que adoram se colocar contra tudo que se faz nessa terra adoraram e não pensaram duas vezes em compartilhar. Essa falta de critério em averiguar a veracidade de uma frase postada é um grande problema, e que parece longe de uma solução digna...
Sintetizando bem esse panorama, o que vemos hoje no face e na rede em geral é uma divulgação de falsas ideias, sabe-se lá de qual origem, mas que são referendadas quando são atribuídas a alguma personalidade momentânea. Ano passado foi Joaquim Barbosa, Marcelo Freixo, Dudu Paes e etc, esse ano até agora vem sendo Jean EX-BBB IGNORADO Wyllis, Silas MALAfaia e Marco REVLON Feliciano. A situação na Comissão de Direitos Humanos anda preta, uma disputa só, afinal como não questionar um malandro que instituir o “Papai do Céu na escola” PÚBLICA?!?! Mas isso não convém agora. O MALAfaia entra aqui devido à sua conveniente (para ambos) entrevista no programa da Marília Gabriela. A entrevista foi narrada e comentada no face, e desde então diversas frases vem sendo atribuídas ao digníssimo, bem como ao Jean e ao Feliciano, contudo não vemos vídeos, fontes sérias relatando tais afirmações.

Se isso cai no face vão dizer que ele falou exatamente assim, aí começa a confusão. Claro que ele  NÃO disse essa asneira... Não totalmente!

Confesso que duvidei dessa na primeira vez que li, mas tem isso no twitter dele (a menos que a conta de lá seja uma fan page). Mesmo assim, com base em que ele diz, e o pior, reproduzem isso?
Isso é tremendamente ridículo. Claro que a Fatima Bernardes não se comprometeria de tal maneira,  em primeiro lugar por conta da audiência, oras!
Essa também não dá pra dizer que ele tenha falado, não há referências diretas a ele. E infelizmente tem uma galera se aproveitando da polêmica e criando fakes, o que torna tudo pior.
Uma postagem tremendamente ridicula

Uma resposta até boa, mas não se sabe até que ponto isso foi dito por ele ou teve invenção alheia em cima.


Quando o disse-me-disse sai do quintal pra tela do PC.

Vendo esse show de boatarias, muito bem confeccionadas no Photoshop (olha mãe, fiz o curso avançado de photoshop, agora posso inventar uma frase pro Bento XVI, Fidel Castro e pra avarenta da tia Marli!) me sinto diante daquele playground de condomínio bem na hora que passa uma mocinha de mão dada com o namorado e o cabelo fatalmente molhado. Já sabem que todos vão pensar na virgindade perdida da menina, menos no fato dela ter ido tomar banho por conta do calor tropical dessa cidade. A capacidade que temos de inferir histórias mirabolantes é assustadora e isso vem se materializando nesses materiais super photoshopados, elaborados e com carga dramática digna daquela montagem da Paixão de Cristo da capela mais próxima da sua casa, onde você vê o aquele seu vizinho pinguço interpretando o Pôncio Pilatos. Mas inventar histórias faz parte do ser, aquilo que a gente não conhece tem que ser explicado de alguma forma e inventar sobre é o caminho mais rápido. Isso invariavelmente vai acontecer, o que me preocupa é o fato do pessoal acreditar em qualquer coisa que ouve, e no caso da rede, lê. Parece uma involução, afinal atualmente o acesso à informação de qualidade é tão facilitado, porque acreditar num retângulo pretensamente assinado por um ex-bbb, um pastor ou um juiz? Está faltando critério à galera para ler esse monte de tranqueira publicada.
Trago isso tudo pra defender a tese de que anda faltando discernimento na galera antes de sair compartilhando, tanto daqueles favoráveis a uma gestão mais equilibrada (ou como queiram chamar, afinal se ele está lá é porque os outros partidos cederam espaço devido à barganhas eleitoreiras) na CDH quanto dos que defendem a permanência do “Infelizciano” na presidência da citada comissão. Galerinha, antes de compartilhar procurem vídeos ou outras evidências que lhes garantam a real autoria das frases. Isso não é difícil. Sei que ver o nome do Jean Willys impressiona, tanto a favor quanto contra, mas procura pra não passar vergonha. Pra quem põe frases racistas atribuídas ao garoto propaganda da REVLON a mesma coisa, vejam se ele mesmo falou (como o vídeo do cartão por exemplo! Ninguém tem como questionar!) aquelas asneiras de teor racista. Porque senão seus argumentos estarão assentados em boatos, fofoquinhas, provavelmente inventadas por algum troll que não tem nada melhor pra fazer na vida a não ser semear a discórdia na rede e produzir discussões virtuais tão uteis quanto exame de próstata para mulheres.

A, mas facebook é diversão, esse papo de evidência é só pra quem é da polícia ou faz mestrado...

HAHAHAHA, pelo teor das postagens, de algum tempo pra cá, o facebook perdeu seu lado divertido e integrador faz tempo. O show de disse-me-disse só serve pra galera discuir sobre coisas totalmente infundadas, lamentável. Fundamentar o que a gente fala é bacana, por mais que seja aqueles papos de filosofia de buteco. Não acho legal ficar reproduzindo asneiras, afinal a chance de passar vergonha diante de quem tem domínio sobre o assunto é grande. Eu faço mestrado, sim e daí?! Isso não me torna nenhum obsecado por busca de fundamentações, pelo contrário, minha vontade de procurar informação vem de longa data.  A primeira vez que fui atrás foi por conta da minha curiosidade em saber quantos vereadores tinha a câmara do Rio (isso nas eleições de 1996, tinha 10 anos e imensa vontade de saber). Cada um me dizia uma coisa, como não me conformava então perturbei minha mãe até ela encontrar alguém que realmente soubesse. Passou algum tempo e eu descobri e então poderia falar sobre o assunto com qualquer um, tendo a informação real. Há quase 20 anos atrás era muito mais difícil descobrir e mesmo assim não me contentei com a primeira informação dada (por um professor estúpido da minha irmã!), e hoje com tudo na mão o pessoal se impressiona com bannerzinho bem montado no PS? Valha-me Cristo!!!!!!!!

Eu acho tremendamente de péssimo gosto sair compartilhando esse tipo de besteira antes de conferir a origem. No meu face eu ignoro totalmente e não repasso essas tranqueiras. Mantenho os dois pés atrás quando leio essas coisas, em especial aqueles ligados à polêmicas do momento. Penso, sinceramente, que o discernimento é fundamental, em especial em dias de agitamento causado por qualquer assunto mocorongo no facebook. Por isso, antes de compartilhar qualquer coisa nesse bendido facebook, eu leio sobre o assunto antes, pra não reproduzir fofoca e nem passar vergonha!

Não percam, sempre as segundas e quartas o nosso programa Opiniões Felipinas, na rádio FLP, que toca sempre aqui no nosso blog. Outras formas de sintonizar veja aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

Se segura que lá vem enchente...


 Boas meus queridos e queridas leitoras, cá estamos no mês do calor abafante e das tormentas em sequência. As famosas Águas de março vem fechando, inundando e carregando rio abaixo o verão. A falta de planejamento e ações para o alívio das consequências das chuvas consegue me deixar bem irritado.

Foi um rio que passou em minha vida...

Não sei se vocês partilham da opinião, mas me deixa profundamente irritado que, em pleno século XXI, sejamos dificultados de fazer coisas triviais como trabalhar devido à questões climáticas. Com a tecnologia avançando a passo de leopardo, é no mínimo estarrecedor perceber que numa cidade grande, antiga capital federal e sede de grandes eventos não exista um bom programa de escoamento de águas pluviais. Sim meus caros, a natureza manda a aguaceira e a bela cidade não tem formas de escoá-la. Experimente entupir o ralo da pia da cozinha e deixar a torneira aberta no máximo, por meia hora. Quando você voltar pra sua cozinha terá a mesma sensação que tive na última tormenta braba, há uma semana. Fui olhar a minha janela e senti como se a rua tivesse virado uma enorme corredeira e o mergulhão Clara Nunes (Vulgo mergulhão do Campinho) uma enorme lagoa. Engraçado que a obra é recente, estava todo mundo crente que a prefeitura pensou no escoamento das águas da chuva, mas tudo era engano. Quem me conhece e acompanhou as obras da Transcarioca de perto (na altura da Rua Domingos Lopes) sabe da minha opinião sobre a total falta de planejamento e competência para fazer um serviço bem feito. Ou eles acreditavam que um corregozinho daria conta do volume das chuvas do Rio de Janeiro???
O fato todo é que a rua em que moro se tornou uma pequena Veneza e tive a sensação de estar ilhado, nossa como é divertido se sentir assim!!!!! Vocês logo pensaram, “mas afinal isso aconteceu só aí?” E eu respondo que não! E isso me deixa mais irritado ainda. Como uma cidade que se pretende grande, desenvolvida, inaugurando museu sofisticado ainda não consegui dar conta do Oceano Praça da Bandeira? Aquilo lá enche desde o tempo que a minha avó era virgem e brincava de pique bandeirinha, e até hoje nada de solução. Pra piorar a prefeitura ameaça a continuidade das leeeentas obras de drenagem por conta da perda dos royalties da exploração do petróleo (tudo agora vai ser colocado na conta dos royalties).

Início do Mergulhão do Campinho, na última enchente. Vou comprar um jet ski


Essa é a portaria do meu prédio,  que tal uma pescaria?!
Um problema histórico

E atual!

E tremendamente assustador

Solução?! Tomara que consigam fazer em... em... 25 anos...

A melhor solução, enquanto...

Fizerem isso e...

Formos governados por eles...



Mas só o governo leva sarrafo na peida?

Não e não! Acho que já está bem clara as responsabilidades de todos na questão dos alagamentos. A rua lateral do meu prédio virou uma corredeira que arrastava muito lixo, tranqueira jogada de janela de carro, por pedestre, enfim todo tipo de porcaria que os porcalhões jogam no chão. Não existe sistema de ralo que funcione bem com a quantidade de dejetos jogados de forma a entupi-los. Parte das ações, meus amiguinhos, depende do semancol da galera. Me dá vontade de dar um pescotapa quando vejo mulher, criança, velho e qualquer um que ande em duas patas e use calças jogando saco de biscoito no chão. Não só isso, vai chiclete, garrafa pet, a mãe (não, essa não é jogada, mas deveria ela e o pai porque não educaram seus monstrinhos direito!), enfim tudo aquilo que estiver à mão (menos dinheiro, que pena!). Se vocês virem minha mochila se sentirão dentro de uma lixeira de sala de aula, tudo que consumo vou despejando nela, pra depois esvaziar em casa. Acho que esse é o caminho (pra evitar a famosa desculpa de que não tem cesto na rua!) mais legal para diminuir a quantidade de lixo na rua. Agora só não repitam meu erro e esvaziem as bolsas quando chegar em casa, porque eu vou acumulando e acumulando e quando vou ver tem quase um quilo só de porcaria na mochila (já perdi dinheiro lá dentro). E mais, jogar lixo no chão não justifica o emprego do gari, este é pago para manutenção e não pra ficar catando suas porcarias no chão, seus imundos. Agora se querem justificar o emprego de alguém que tal se matarem e garantirem o emprego do coveiro?

A administração pública também tem sua parte...

Os porcalhões tem sua parcela nas enchentes, mas a falta de planejamento e ação por parte do Poder Público também tem contribuição na situação das enchentes. A tal da obra dos piscinões na Praça da Bandeira não andam como deveriam (como qualquer obra pública). Na minha rua, a prefeitura correu pra inaugurar por conta da campanha municipal e o escoamento das águas das chuvas foi feito de qualquer jeito, um horror só. Quando não tem a enchente completa ficam uns bolsões de água por conta do caimento pro ralo ser mal feito. Falta de capricho total, nem parece que pagamos engenheiros pra fazer isso, antes deixasse com meninos de 8ª série, talvez fizessem melhor. E também penso que uma cidade com tanta área cimentada, concretada também não dará conta das enchentes. Essa impermeabilização artificial impede que a natureza exerça uma de suas etapas, a absorção de água. Áreas verdes podem contribuir e muito, afinal a terra dá conta da água a mais das chuvas e essa ainda serve para hidratação das plantas, para outros animais, enfim. Com tudo cimentado a água corre, cai nas galerias e acaba virando esgoto. Formas de aproveitar essa água de chuva seria um caminho interessante no combate ao impacto das enchentes.

Eu tive um sonho, vou lhe contar, eu me atirava na rua que era mar...
Infelizmente grandes ações ou novas atitudes não podem ser esperadas de imediato. Por enquanto o que nos basta é sempre olhar pro céu nessas épocas de fortes tormentas e evitar sair pra muito longe, se for possível. Caso peguem enchente na rua, procurem lugar mais alto e sem botar a mão em poste, árvore, porque podem cair fios por conta do vento. Não se desesperem e aguardem a água baixar.

Agora eu proponho uma solução mais divertida, juntem toda madeira que puderem e peguem o projeto da arca de Noé na bíblia. Em alguns côvados estarão protegidos e poderão chegar a qualquer lugar, inclusive na Praça da Bandeira, Tijuca e o Mergulhão do Campinho. Esqueçam a parte de colocar animais e façam uma lotada, cobrando R$2,50 a passagem, vai bombar galera!!!!!

E convido a todos a ouvirem a estreia do programa Opiniões Felipinas, a partir das 19h. Tudo isso na nossa rádio, não deixem de sintonizar!

Beijão, boa semana e bom banho de chuva!

[Divulgação] Opiniões Felipinas no ar!



Olá galerinha amada novamente. Como proposta do nosso blog sempre trarei nas quartas e domingos, além da postagem do dia, uma postagem temática (olha a tag ali em cima!). O assunto pode ser qualquer um e hoje vou me autopromover.
Como todos já puderam observar, este blog conta com uma rádio que toca 24h (basta apertar o play logo acima pra sintonizar). Acho que tem uma playlist bacana, mas estou aberto a sugestões. Mas na verdade o que me faz postar sobre a rádio é um outro motivo.

Finalmente programação ao vivo e com mais de 30 minutos!
Sim sim meus amiguinhos e amiguinhas, pra aqueles que já me conhecem a mais tempo devem se lembrar do pequeno programa que fazia quase diariamente, sempre com uma playlist temática. O chato era que quando o programa esquentava e a audiência chegava o tempo limite de maia-hora estourava. Contudo dessa vez tenho todo tempo do mundo pra realizar meu sonho de ser radialista (já que o de carteiro e maquinista da RFFSA não foram possíveis kkkkkk). Mas não se preocupem, não pretendo forçá-los a me ouvirem por muito tempo, pretendo tomar-lhes duas horinhas, mas pra ouvir tá bacana. A minha proposta, inicialmente, é de entrar no ar assim que começa a Voz do Brasil (19h no Rio) e ir até um pouco antes da novela (por volta de 21h). Sempre alternando falas minhas com sessões temáticas de música (quem já ouviu sabe como funciona). O programa não poderá ser diário, pois tenho limitações de tempo e atividades mais sérias (infelizmente?!), mas estou planejando entrar pelo menos 3 vezes por semana e mais um tempo extra aos domingos.

Como fazemos pra te ouvir?
Salve e abra com seu executor de mídias preferido. (Respectivamente winamp, Windows Media Player, Real Player e QuickTime)
Pra ouvir isso aqui é mole. Pelo blog tem o player, é só dar play e pronto, estão ouvindo. Mas para não obriga-los a manter mais uma aba aberta em seus browsers vocês podem baixar o link para ouvirem no Windows media Player, RealPlayer, QuickTime ou Winamp. () Assim pode deixar lá no seu media player e ir ouvindo enquanto faz uma social no facebook. Conto com a audiência de vocês e com o retorno, com dicas, críticas, enfim tudo ao dispor de vocês.

E isso é bom mesmo?

Olha, sou suspeito pra falar, mas espero, quero ver como fica. Se sentir que não deu certo eu parto pra outra, afinal já fiz tantas vezes isso nessa vida. Mas acreditem que vai ficar legal, ou não, kkkkkkkkkkkkkkkk.

Bem meus queridos, assim encerro a primeira e agitada semana do nosso blog. Espero que estejam gostando do material. Aliás, quero mais retorno de vocês em relação às postagens. Ajudaria-me muito (inclusive se tiver erro de português pode e deve falar, comigo não tem caô!). No mais prometo a vocês as  postagens mais engraçadas sobre os mais diversos assuntos. Conto com as vossas companhias e até amanhã!!!!!!!

Os efeitos do calor no pobre e adiposo autor dessa fandanga...



Todo mundo (leia-se cariocas!) adora a alcunha da cidade do Rio de Cidade 40º, o orgulho de viver numa cidade quente e ensolarada, onde todos exibem seus corpos e dão um mergulho no mar. Se você pesa até 80Kg (homem!) isso fica mole, tira o calor de letra. Agora eu com meus 105Kg de pura gostosura, beleza, carisma e simpatia (#sóquenão [isso já deu, prometo que é a última vez que uso esse recurso!]) acabo por sofrer consequências nefastas do calor.
Atividades triviais como ir à faculdade, por exemplo, se tornam um exercício militar pra mim. Nesse ano tudo piorou já que professores e funcionários das universidades federais resolveram colocar no meio do ano o tradicional ritual da everg (uma imitação barata da quarup)... Numa cidade em que quase o ano inteiro passamos dos 35 graus, a sensação é de estar fazendo um Cooper dentro de um forno microondas. O meu corpitcho sente, e muito e acabo por chegar em casa um tanto esgotado...

Sofrendo e suando.

A primeira mazela, que acredito ser geral nesse calor quase saariano, é o suor. Cacebosta, parece que eu tomei banho de regador, chego molhado em todos os lugares, fica roupa grudando, minha pança parece um Serenata de Amor derretido sendo vendido na Central do Brasil na hora do rush. Mas isso é pinto, afinal temos hoje em dia vários ambientes climatizados, inclusive os trens da Sofrervia, no fim das contas suor seca! Outro efeito, mais nefasto e tremendamente irritante é a gastura. A sensação de carregar 17,5Kg de cimento na barriga e aquilo subir e descer como elevador de edifício comercial da Estrada do Portela. Outro dia jurava que estava infartando, inclusive avisei a uma amiga de trabalho minha (coitada, além de andar comigo o dia todo ainda tinha que fazer parte das minhas demências) de que seria responsável pelo meu testamento (afinal meu videogame e minhas Xerox tem que ser bem distribuídas entre os herdeiros...), mas na verdade era a tal da gastura. Tomei um eparema e resolveu o problema. Não imaginem que seja mole carregar um fardo (minha pancinha sexy) nesse calorão.
Mas dentre os incômodos não há nada pior que as assaduras. Nossa isso dói muito e, no meu caso, me faz andar com uns passos bem semelhantes à de um rendido por caxumba ou sacudo natural. Assaduras podem dar em qualquer lugar que tenha atrito de pele, ou de gordurinhas, segundo minha poetiza e nas horas vagas namorada (hahahah ela fez um poema ótimo sobre isso!). As minhas aparecem entre as pernas, na parte interna superior da coxa, próxima do meridiano de Tordesilhas. Se me virem andando como um astronauta acometido de diarreia não riam e finjam indiferença, pois provavelmente andando nesta marcha estarei com assadura e um tanto irritado com o ardor da situação. Tem dia que o negócio fica tão ruim que nem pasta d’água e hipoglos dão jeito, tenho que dormir de samba-canção. Inclusive hoje estou sofrendo por conta delas e estou escrevendo esse post com um ventilador quase entre as pernas. É chato mas sei que logo passa...

Chegar assim nas aulas todos os dias não rola. Com 20Kg a menos era o ideal, mas o que eu perder já ajuda a melhorar e evitar...


Isso! Gente, desculpem mas isso dói muito!


Esse é um caminho natural

Mas me aparece cada obstáculo (nada comparável ao que o SUS oferece, obviamente...


Mas e nós com isso?
Nós com isso que tenho que dividir com vocês o meu empenho e necessidade compreendida de perder peso. Ser gostoso em excesso não deixa ninguém feio nem menos pegável, mas traz uma série de complicações. O cansaço, sensação de entupimento, assaduras, tudo isso pode e deve ser evitado. Em breve entrarei em guerra contra a balança, e sairei vencedor, podem apostar! Isso só vai demorar um pouco pois para fazer um exame de mapeamento de pressão e raio x preciso esperar mais de um mês, e detalhe, é convênio. Essa saúde é um lixo mesmo...



Enquanto eu não posso me mexer muito e perder aquela capa da picanha vou me deliciando com mais uma assadura deflagrada, com meu companheiro ventilador e quiçá amanhã arrumo alguma pomada ou óleo Singer pra deixar o roça-roça da minha perna melhor lubrificado.

Notas felipinas¹: Perdoem o atraso da postagem, mas é que domingo é dia mais complicadinho pra mim, prometo no próximo mandar o post logo logo.

sábado, 9 de março de 2013

A divina arte de ser/estar chato!


Olá meus queridos e queridas leitoras, nessa primeira semana de blog muitas coisas aconteceram, produzindo bases pra escrever aqui e toda essa atividade no blog me fez observar mais algumas coisas. Tudo me leva a crer que o facebook é o site mais acessado ultimamente, e que as pessoas o tornaram uma espécie de pátio de “convivência” mútua. Neste ambiente totalmente virtual expomos nossa intimidade, nossa opinião, enfim, tudo aquilo que somos (ou queremos parecer ser!). Constatado isso, noto o quão chato pode se tornar uma pessoa (talvez pela falta de convivência real nunca tenha percebido), seja pela rejeição completa a tudo seja pela pieguice exacerbada, pela necessidade de demonstrar uma afetuosidade rasteira e falsa.

Chato, feio e bobo!
O título dessa parte do post faz alusão a um xingamento composto, inventado pela minha irmã (aqui em casa nós xingamos as pessoas sempre com mais de uma palavra, uma parada mais enfática!). Na verdade lembrei desse termo pra falar um pouco da chatice. No dicionário chatice é qualidade do que é chato (nossa, Capitão Obvio apronta das suas novamente...), uma definição mais pomposa do chato diz que é a pessoa: “de companhia ou convivência desagradável, inconveniente, desinteressante, não só pela obviedade e previsibilidade, com também pela falta de conteúdo de suas afirmações. Estorvo. Aquele que causa incômodo ou tédio.”. Em suma, a pessoa se torna chata em diferentes níveis, tal e qual o céu e o inferno na Divina Comédia.
Daí podemos concluir que sou um chato? Sim, mas com certeza, afinal todos temos um pouco de chato, mas saber dosar é que é arte. Porque se tornar alguém de convivência desagradável não é nada legal. Lendo e relendo a definição acima já dá pra identificar vários tipos na nossa vida, e no facebook então...(afinal, na vida real pode acontecer um revide, xingamentos, discussões... Na tela do computador é fácil tacar pedras ao alto e em todas as direções...). No facebook os níveis de chatice chegam a níveis estratosféricos, algo assustador, CHATO, desnecessário e que me dá vontade de mandar colher batata quem escreve ou compartilha algumas das chatices. Honestamente, percebo que o chato se guia em duas grandes margens opostas, uma em que nada vale a pena, tudo é um saco e merece crítica e outra em que tudo é lindo, o amor vence, tudo emociona e comove. Existem graduações entre essas margens (Desafio a identificarem a qual margem estou mais próximo). Quem aqui não já se deparou com um post super “polêmico”, bombástico, fazendo uma crítica foderosa a alguém ou algo? Quem também não se deparou com uma foto (geralmente desconexa com o texto que a segue, mas sempre com alguma tragédia estampada) e uma historinha extremamente comovente logo em seguida? Enfim, chegamos onde eu queria!

Entre velórios virtuais, reclamações reais e ações surreais nada mais me comove...

Nessa primeira semana de março a Dona Morte saiu com saldo positivo (em relação às celebridades...), começando pelo Chavez e no dia seguinte o Chorão. Do Chavinho era de se esperar opiniões diversas, dos amantes de Fidel e daqueles que sequer podem ouvir o nome desses governantes considerados de esquerda (uma briguinha de quem lê Veja contra quem lê Carta Capital, na maioria...). Já a morte do Chorão parece ter abalado mais a galera, afinal era um cantor brasileiro, não era político (fato, política ainda é preocupação de poucos, ainda mais a internacional). Uma sucessão de matérias na TV, nos principais portais e postagens de carinho e lembranças de Chorão surgiu no dia de sua morte. Nem preciso falar do tom piegas de quase todas elas, um sofrimento um tanto demasiado e nada condizente com a situação da banda naquele momento (o grupo não estava no auge oras!). Como afirmei anteriormente, as postagens foram marcadas pelo sentimentalismo exagerado, sentimentalismo demais típico do velório daquela vizinha fofoqueira (aquela que tem um calendário com as perdas de virgindade das moças da rua registradas) que todo mundo odeia e deseja a morte, mas que na hora do velório a morta se torna uma santa e digna mulher. Mas isso talvez se justifique pelo fato de a banda falar aos jovens e ter marcado a adolescência de muita gente, inclusive a minha.
O fato é que havia no face, como todos os dias tem o assunto batido do momento, uma grande quantidade de postagens que faziam referência ao Chorão e sua morte. Tudo normal pra facebook, que ano passado parecia sessão do STF, só dava Joaquim Barbosa. Algumas coisas me incomodavam, mas como sempre ia ignorando, ignorei até o momento em que li um post com um ar de grande denúncia. Não me lembro das palavras exatas e nem quem postou (afinal não to aqui pra ficar de guerrinha com ninguém, só me peguei no fato mesmo!), mas em linhas gerais o post dizia que sobrava muito luto virtual e pouca luta real. Caraca, é uma constatação bacana até, gostaria de ter ideia de escrever isso antes. Mas jamais colocaria isso no dia da morte do cara, em que todo mundo queria lembrar, enfim fãs postando sua tristeza ou que seja. No contexto em que foi colocado fica aquela impressão de que é mais legal fazer diferente de todo mundo (nossa sou muito crítico!) e ficar reclamando sobre a abordagem do assunto do dia. Imaginem vocês no pátio da escola, todos falando da final da Taça Guanabara, aí vem uma pessoa e diz que sobra preocupação demais com futebol e pouca com o dever de casa, isso na semana da final do torneio. É pedir pra ser chato né?! Sei que todo mundo tem o direito de discordar e manifestar sua posição, mas existem maneiras menos abrasivas e mais educativas. Faltou tato (ou sobrou chatice) para o autor desse post, caso ele tivesse o objetivo de causar alguma reflexão, análise crítica do fato. A mania de algumas pessoas tem de sair criticando tudo e todos é algo que me incomoda demais, pois ao mesmo temo que critica uma eventual falta de atitude geral a pessoa não busca agir de forma contundente. Se o facebook é espaço de pessoas enfadonhas, que só falam e não agem, o que você, meu crítico e ativista ainda faz no face? Vai mexer seu traseiro gordo então! (Fucker and Sucker, kkk adorva isso!) Vá fazer a diferença, vá a luta real então, cacete! O pior foi uma resposta, que só pode ser encomenda do capiroto ou alguma praga do Egito, de que o tal do luto virtual era fruto da falta de assunto alheia. E o pior, o cidadão (ou cidadã, sei lá!) vem me dizer que se as pessoas tivessem a vida dura dele faltaria tempo pra ter luto pelo Chorão ou quem quer que seja...(Coitado, esse deve ser cortador de cana, acessou o face no tablet do encarregado enquanto estava no ônibus rumo ao canavial!). Caramba, esse pessoal que reclama, acha tudo ruim, cancela a bosta do facebook então. Cacebaralho, o que me revolta é galerinha dizendo que FB (abreviações, por favor!) é chato, só tem gente desocupada, e uma porção de idiotices mais. ENTÃO ME FAÇA O FAVOR, EXCLUA SEU FACEBOOK E FILIE-SE À TENDA DE ASSIS, LÁ NÃO FALTARÁ QUESTÃO RELEVANTE E DUREZA NA VIDA PRA VOCÊ, INSATISFEITO DA VIDA!
O mais legal disso tudo é que se fala em lutas reais né?! É... são as pessoas que sempre vejo ajudando em invasões de terras, em defesa da reforma agrária (só que não!); são as pessoas que ao invés de dar esmola a mendigo, ensinam ele a escrever, faz curriculum vitae e ajuda a arrumar emprego (Hahaha, faz-me rir!); aaaaa descobri, são pessoas que dão aulas de reforço gratuitas para os funcionários analfabetos do seu condomínio ou da empresa do papai, ou do raio que o parta (NÃO, NÃO, NÃO!); são pessoas que vão nas audiências públicas em que se discute as políticas em tramitação (Menos ainda, só falam mal de político!); ufa, desisti! Então como diria o saudoso Pedro Pedreira (Francisco Milani), NÃO ME VENHA COM CHORUMELAS! Falar em lutar é mole, quero ver se inscrever em programa de voluntariado, ir fazer barba de mendigo na Lapa ou tentar invadir a sessão de eleição e posse do presidente homofóbico e racista da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ou organizar movimento de protesto contra governo (tal e qual fizeram na Primavera Árabe).
Bancar o chatão e meter o pau em tudo na tela do seu macbook, ou no seu ipad é muito fácil e conveniente. Criticar os pobres pré-alfabetizados (opinião dos enfadonhos e mega críticos ok?!) do facebook que só falam do assunto batido e não leem nada parece ser o esporte favorito daqueles que amam bancar os reclamões. Meu caro chato reclamão, não se iguale, vá ler o Washington Post, assistir TV Cultura e delete seu facebook. (Talvez no Google+ você seja mais feliz, afinal poucos ainda o conhecem). Sei que o chato sentimental que compartilha fotos toscas e historinhas tristes incomoda muito, mas se for pra criticar seja coerente, critique o conteúdo, questione, e não tente colocar as pessoas numa massa de idiotas.


Uma das modinhas de facebook. Modinhas e trends são chatos, mas pra você não ficar muito chato e pedante, ligue o botão do F@#@-se e deixa a moda passar.

Chega de luto virtual e vamos à luta real! (HAHAHA)

Esse realmente tem a vida dura e não tem como sentir o luto virtual. Será que os que lutam na real são capazes de ajudá-lo? Ou a luta real só acontece na tela do ipad?

A minha cara quando vejo um post reclamão (pretensiosamente politizado), onde fico me perguntando  "Cadê a luta real?"

A imagem típica que precede uma historinha triste de facebook. Os piegas também são muito chatos com suas historinhas mela-cueca.
Aí está uma luta real que quase ninguém se mete, afinal política é um saco né?!

Ser menos chato é...

Ser menos chato é, em primeiro lugar deixar de procurar o tudo ou o nada, ora tudo é maravilhoso, ora nada presta, enfim isso é um saco. Ser menos chato é saber questionar o post alheio, debatendo o conteúdo e não desfazendo de quem o posta, tentando parecer superior (o que em geral não é!). Legal também é usar o botão do F@#@-se, se alguma coisa te incomoda muito, não se estressa, passa adiante (se você tiver mais de 100 amigos passa em segundos). Ser menos chato é parar de bancar o fodão na tela do computador e se mostrar o mais próximo possível do que é no real. Sejam, por favor, não tão piegas (odeio pieguice) e antes de compartilharem historinhas tristes ou foto de cachorro desaparecido averiguem a veracidade e compartilhem apenas com quem você sabe que se comove com isso também.

Olha gente, sei que sou um chato de galocha, capa e guarda-chuva querendo entrar no Japeri de 17:30 lotado, mas ainda sim tem umas chatices que incomodam e muito. Não excluo o facebook porque acho uma ferramenta legal, em que podemos ter o mínimo contato com amigos de infância, de escola, faculdade e etc. Lembrem-se, aquilo não é lugar de desabafos ou críticas tolas, só pra mostrar o quanto você é diferente e questionador. Pra isso façam um blog (Hahahahahhahaha)!!!!!!!!!!

Notas felipinas¹: Nem quero saber de quem postou o que citei acima, isso aqui não é indireta pra ninguém e eu tenho mais o que fazer. Me liguei no assunto, só isso!

Notas felipnas²: Todos somos chatos, fato confirmado, façam esse teste (http://super.abril.com.br/multimidia/tipo-de-chato-697675.shtml) e vejam que tipo de chato vocês são.


Um bom domingo pra todos e não se esqueçam de ouvir a rádio do blog, com música 24h. Não percam também a estreia do programa Opiniões Felipinas, na mesma rádio, a partir de segunda-feira (finalmente).

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher, dia de assassino babaca se ferrar! Viva à luta das mulheres!


Olá minhas queridas leitores e meus queridos leitores, hoje prometo fazer um post bem curtinho, afinal hoje é sexta, preparação pro fim de semana (mentira, hoje não estou nem um pouco inspirado, sei que voces mulheres mereciam mas tem dia que a criatividade fica fraca...). Acho difícil não falar sobre a que está relacionado o dia de hoje, sim hoje é o Dia Internacional da Mulher. Sim minhas amigas e meus amigos, ainda hoje as mulheres não são tratadas como deveriam, ou seja, como pessoas que são, de modo equivalente. Contudo não esperem palavras bonitinhas, até porque acredito que o Dia das Mulheres é todo dia, afinal não deve ser fácil ser mandada, sarrada, olhada, assediada e um tanto de tranqueiras mais. Mas falo sobre a data também porque coincidentemente (ou não) o goleiro Bruno (ex-atleta do Flamengo) foi condenado por matar (de maneira cruel por motivo vil) uma de suas concubinas (ou o que queiram chamar, afinal nada desqualifica o que ele fez!), Eliza Samúdio.




E mais que papo é esse de assassinato?

Olha, vou resumir bem a letra aqui, afinal esse caso foi esgotado na mídia e nem é o meu objetivo final. Ao que me consta, o goleiro teve um caso com Eliza, e desta relação nasce um filho (oras o que esperar que saia? Uma caixa de pilhas palito?). Aparentemente a moça passa a pedir quantias, ajuda para manter o filho e se manter, deixando o goleiro incomodado. Se ele andasse sozinho, beleza, seria mais um caso de luta por comprovação de paternidade conturbada. O problema é que o Bruno tinha seu grupinho. Digo grupinho pra ser bonzinho, o cara tinha uma horda, um bando que o rodeava como se fosse o próprio sol, e a decisão de dar cabo da moça parece ter sido construída nesse conjunto (Andar em bando sempre dá em fezes, é em grupo que costumamos aceitar e executar as maiores besteiras). O fato é que Bruno (um tipo babaca que precisa de um bando de próstatas alheias para agir e pensar) resolveu dar sumiço na dona e no bebê. O resto todos já conhecem e o mistério do paradeiro do corpo permanece.
Eu levantei esse caso só pra ilustrar mais ou menos como as mulheres são tratadas no geral (existem exceções galera!). Percebo que vocês, minhas leitoras, se não tomarem causa de suas vidas acabam por serem vistas e tratadas como objetos. Engraçado que nos alarmamos apenas com a violência física, mas ninguém menciona outras formas de violência, destaco uma aparentemente inofensiva, a não aceitação do homem de uma recusa feminina. Sim, agora falo pra vocês meus amigos, embora seja duro levar um toco temos que pensar que é livre o direito de decisão das moças, ou não? O fato é que dependendo da situação uma negativa feminina culmina em perseguições, achacamentos, calúnias, agressões físicas e a morte. No Brasil criaram a Lei Maria da Penha, que torna as punições para esses tipos de crimes mais severas, mas as estatísticas não nos permitem afirmar que o tratamento dado às mulheres tenha melhorado muito.

Mas qual o problema da data? Por que achar tão emblemático o julgamento do babaca nesse dia?

Bem, a criação do Dia Internacional da Mulher está ligada à lembrança de protestos de mulheres em busca de melhores condições de trabalho (aqui e aqui). Não é exatamente dia de festa, mas dia de lembrar que as mulheres têm muito ainda a conquistar. O caso Bruno (e muitos outros casos de abusos, assassinatos e etc.) nos mostram o quanto ainda estamos longe do tratamento digno, equivalente às mulheres. Digo isso por mim também, todo dia aprendo um pouco mais a entendê-las e trata-las como merecem de modo mais normal e respeitoso possível.
Em relação ao resultado da ação, condenar um homem por um crime tão brutal e covarde contra uma mulher demonstra um esforço e um recado da sociedade, de que será difícil tolerar a violência contra as mulheres. O que me alegra é que mesmo a vítima tenha feito filmes pornôs e tida como uma prostituta o caso foi tratado com a devida seriedade, respeito compromisso. Quero acreditar que foi o tempo em que os maus tratos se justificavam pelo fato de as mulheres não se comportarem de modo “esperado”.
Não nos iludamos, a violência contras as mulheres, os famosos crimes passionais (em sua maioria) ainda são dura realidade, e o pior, existe conivência feminina nisso. Eu percebo certa rigidez no julgamento feito entre mulheres de atitudes e comportamentos. O que eu já vi de menina chamando a outra de piranha por qualquer besteira não dá no gibi. Percebo exigência elevada e ridícula de comportamentos apenas por ser mulher. Tudo tão naturalizado que é difícil reverter.

Uma mensagem às suas queridas leitoras...

Sim, como prometido o post é bem curto. Não acho que a data seja de grandes comemorações, por isso me faltou inspiração. A pouca que me fez escrever hoje termino de gastar lhes dizendo que a luta de vocês é um pouco a minha luta. Penso no tratamento digno e equivalente independente de gênero, cor, sexualidade e qualquer etiqueta estúpida que nos coloquem. Graças ao bom as nossas diferenças são poucas (é basicamente nisso que vocês pensaram, no plug and play) então não vejo porque essas hierarquizações idiotas. Com a vida tão dura e a gente insiste em se separar, lotear, etiquetar. Meninas, dou a mão pra vocês e vamos enfrentar essa rabuda juntos, ok?!

E por fim deixo um beijo especial às mulheres que me são mais próximas e me inspiram a escrever aqui, minha namorada Valéria, minha mãe Lili, minhas madrinhas Isa e Lúcia (ter duas madrinhas é muito bom!), minha irmã Amanda, minha avó Marsília, minhas amigas de infância (Julia, Carla, Andressa, Andreza, Fernanda, Lorrayne, Gabrielle e todas as outras que moraram no DL), amigas de facul (Camilete, Amandas (Moreira, Mester e Santos), Katiline [apesar do nome estranho é minha amiga], Karina [a melhor motorista do Rio de Janeiro], Julia, Thaila [minha companheira nas piores aventuras pelo RJ], Karina Carrasqueira, Diana, Fabiola, Natalia, Debora, Kenya, Clau e todas que me aguentaram por tantos anos de estudo). Minhas professoras de todas as etapas dos estudos, minha orientadora professora Mariane (essa é paciente comigo!). Não citei o nome de todas, afinal já conheci muita mulher nessa vida, mas de todas tenho boas lembranças e o gosto por tê-las por perto.

E uma dica, nesse blog aqui http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/03/08/no-dia-da-mulher-desejo-uma-sociedade-menos-idiota/ achei uma análise bacana do dia. Esse amigo estava mais inspirado que eu. Gostei e divulgo aqui, espero que gostem também!


Ei, me empresta a senha do seu cartão?


Olá meus queridos e queridas, começo com essa perguntas totalmente sem noção o post de hoje. Afinal, me emprestam a senha dos seus cartões?
A pergunta é totalmente estapafúrdia e a resposta é mais que esperada, NINGUÉM em sã consciência compartilha por aí a senha do seu cartão do banco, de crédito ou qualquer outro que implique em gasto financeiro. Porém antes de dormir me deparo com essa notícia (http://oglobo.globo.com/pais/video-mostra-pastor-marco-feliciano-pedindo-senha-do-cartao-de-fiel-7765065) em que aparece um vídeo onde um cidadão (Marco Feliciano, o deputado com a melhor sobrancelha de Brasília) pede a um de seus seguidores o seu cartão e a respectiva senha. Normal né, afinal todo dia vemos anúncios no jornal em que as pessoas cedem suas senhas do cartão, em sinal de gentileza para com o próximo (mas só que não!!!!!). Não posso e nem quero julgar ou criticar qualquer denominação, e tampouco criticar aqueles que doam seus ganhos a quem ou que quer que seja, com o SEU dinheiro você faz o que bem entender (se for jogar pela janela me liga avisando que apareço na sua sacada com uma lona, por favor!). A questão que me assusta e me faz escrever sobre o assunto é a criatividade que algumas pessoas e QUADRILHAS têm para tirar na mão leve o dinheiro alheio.

Mas caramba, que papo é esse de tirar dinheiro na mão leve?

Já ouvi dizer que mentira é algo mais antigo do que andar pra frente, e tirar proveito de outra pessoa deve ser mais antigo ainda. Não conheci ainda pessoas que em nenhum momento da vida pensa em tirar algum tipo de vantagem em cima de um amiguinho, do parente, da esposa, do marido, enfim do próximo. A base dos golpes envolvendo dinheiro e a famosa mão leve está aí, nessa vontade/necessidade de tirar proveito do amiguinho (gostei dessa palavra, sigo com ela ok?). Acho que todos aqui já devem, em algum momento da vida, ter ouvido a expressão “Conto do vigário”. Na verdade esse termo (Aqui) hoje em dia é mais colocado a qualquer tipo de pequeno golpe. Esses pequenos golpes consistem na existência de um espertalhão, geralmente não age sozinho, e uma vítima, quase sempre apresentando vulnerabilidades ou tendências a querer ser espertalhona também. Através de uma mentira bem contada o espertalhão e sua trupe convencem a vítima a contribuir financeiramente para garantir algum retorno financeiro muito maior que a sua contribuição inicial. À primeira vista é algo perfeito, afinal dou R$1500 e em troca da ajuda, quando tudo der certo terei retorno de sei lá, R$5000 (claro seu bocó, um desconhecido vai multiplicar os seu investimento apenas pra te ver feliz!). Só que o mundo não é tão simples e a chance de você, meu caro espertalhão ou espertalhona, ver o seu investimento multiplicado é zero. Isso mesmo! Estás diante de um golpe, nunca mais verá seu dinheiro de novo. Esses pequenos golpes cotidianos movimentam boas quantias e o que não falta é gente disposta, doida pra cair nesse tipo de conversa. Um dos golpes mais antigos e praticados (http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=131), o do famoso bilhete premiado. Vi duas vizinhas minhas caindo nesse golpezinho aí. No link disponibilizado na frase anterior tem uma síntese dos diversos tipos de fraudes registradas nos últimos anos.

Se não quer se comportar como um desses leia esse post até o final!

TODOS estamos propensos a cair, mas as vítimas preferidas são senhorinhas simpáticas que sempre querem ajudar o próximo!
Fanáticos e pessoas que pensam pouco antes de agir também são alvos em potencial.

Mas vem cá, com tanto alerta por aí quem cai nesse tipo de golpe?

Meus amigos e minhas amigas devo-lhes informar que muita gente cai nisso. Só aqui no meu condomínio vi duas pessoas caindo, fora de outros casos que fiquei sabendo pela vida. O mais bacana é que nos casos que vi mais de perto, o que mais se observa é que as pessoas caem por olho grande. Sim meus caros, lembram quando disse da eterna necessidade de se tirar vantagem? Então, todo mundo quer bancar o esperto alguma vez na vida, então as pessoas entram nisso crentes que vão sair por cima da carne seca e quando veem nem o sebo da carne tem pra jantar. O olho grande é que faz a gente fazer mais besteira. Quando o golpe toma ares religiosos (falsos sacerdotes, curandeiros de quinta, mentirosos...) outro fator me parece bem relevante, as situações de vulnerabilidade.
Pessoas que são ou se sentem prósperas tem uma vida menos complicada, não parecem (ou não querem parecer) depender tanto da intercessão divina, a prosperidade já é um fato (ou está em vias de fato). O problema é quando não se é próspero, não só em dinheiro, mas em saúde, sossego. A prosperidade parece ganhar cada vez mais o status de maior objetivo a ser almejado. Normal, não conheço ninguém que sonhe em ser ferrado (Ataque do Capitão Obvio!). Mas o que quero dizer é que as pessoas que não são prósperas ou sentem a necessidade de algo acabam por pensar em fazer qualquer coisa (A ocasião faz o ladrão! Será?!) pra atingir seus objetivos. Aí é que entra a ação dos golpistas novamente. A lógica é semelhante ao meu singelo exemplo, mudando que os instrumentos de convencimento atacam mais em valores morais, religiosos das pessoas, o processo pode se tornar mais coercitivo. Felipinamente falando, quando a gente quer sair do atoleiro e não pensa muito acabamos por agir com a mesma lógica de um menino de 11 anos tentando ver um filme pornô escondido dos pais. Sempre dá merda (Desculpem a palavra!). Casos na mídia é o que não faltam, inclusive o ex-advogado do meu condomínio defendeu ano passado um “pai-de-santo” que gostava de extorquir seus clientes, quase sempre desesperados para terem de volta o seu relacionamento ou querendo derrubar aquela amiga invejosa (tipo aquela sua amiguinha de faculdade que só liga pra saber qual o texto da aula seguinte ou o código da disciplina). Em denominações cristãs acontecem situações parecidas, com pedidos exorbitantes, pondo em risco a saúde financeira das pessoas que dão o dinheiro. O deputado e presidente de comissão fashion aparentemente paga suas sessões de escova inteligente e depilação facial usando divisas gentilmente cedidas pelos seus seguidores (afinal uma moto usada garante umas duas sessões de escova no melhor salão da terra dele). Casos de curandeirismo, esoterismo e todo o mau uso de questões sobrenaturais são palcos perfeitos para golpes também. São nessas pequenas fraquezas que os golpistas se instalam, na compaixão pelo analfabeto que ganhou na mega-sena, no vislumbre de adivinhar em que forminha de empada está a bolinha ou na falta do pão na mesa, na falta de ouvir uma palavra de acalanto, no querer ganhar a vida a qualquer custo.
No fim das contas, sejam menos olhudos e mais alertas. Ao sinal de problemas acionem pessoas de extrema confiança e que não falem em dinheiro.

Mas por que mexer com o dinheiro alheio?

Tudo que envolve dinheiro pode acabar em encrenca. Pessoas fazem as maiores besteiras por conta dele (já ouviu falar em dar a senha do cartão? E em leiloar a virgindade?). Os golpistas são bem formados nisso, sabem do que suas vítimas são capazes. Raramente serão agressivos, sempre dirão palavras positivas, incentivarão as maiores loucuras (como dar suas senhas a desconhecidos, sair dando dinheiro por aí, barganhar sua prosperidade dando seus pertences em troca..). Pra vocês verem um exemplo, minha vizinha queria muito dar um carro pro seu neto. No golpe do milionário analfabeto ela deixou escapar isso. Os caras a encheram de esperança, dizendo que até carro importado ela poderia dar. Nada mal ouvir que você pode comprar um carro importado e ainda sim sobrar pra tirar umas férias em Angra não?! (claro anta, as pessoas são tão prestativas que adoram distribuir dinheiro. Pena que nunca encontrei ninguém tão bonzinho no meu trem!)

Esse aí representa o golpista televisivo. Se der mole ele vende a mãe dele  te convencendo que ela é virgem e se parece com a Debora Secco, e te cobrando bem alto por isso.

Esse levou muita gente no bico.
Xiii, outra rede de trama pequena, sempre tem um bagre preso nessa!

Se aparecer alguém assim dizendo que ganhou sozinho na megasena corre, é golpe do grande!
Muita gente cai nesse jogo da bolinha no copo. Quantos foram à falência em rodadas intermináveis de apostas no Largo da Carioca.


Mas depois que leva o golpe, o que se faz?

Não vão achando que o dinheiro volta. Uma vez enganado pra sempre afanado. É praticamente impossível resgatar o que foi perdido. Ultimamente até se vê ações judiciais de pessoas pedindo de volta doações extravagantes feitas à instituições religiosas, mas isso é tudo muito novo. E em relação aos golpes no mundo profano as chances ficam no zero mesmo. O que é possível e deve sempre ser feito é a denúncia, vão à delegacia e denunciem. É fácil falar, mas ninguém gosta de ser ou se sentir lesado. A vergonha, sensação de impotência e incompetência muitas vezes impedem as pessoas de denunciar (Realmente quem cai nisso é bem tonto mesmo, mas deixa a zoação de lado e denuncia. Assim ameniza a burrice anterior). O que devemos lembrar sempre é que essas pessoas agem em bandos relativamente organizados, e que denunciar uma falange dessas pode desmoronar esquemas inteiros. Por isso meus amigos não deixem de ir à delegacia, (não por vocês, que depois de lerem isso não cairão, mas pensem naquela sua tia que joga buraco na internet o dia inteiro e sonha em comprar uma tekpix com o Juarez, se ela cair no golpe leve-na à delegacia!) é fundamental que se registre ocorrência, retrato falado e etc. Caso aconteça em locais religiosos não deixem de denunciar qualquer tipo de molestamento, coerção, inibição. Procurem as autoridades competentes, e sempre que possível tentem consultar instâncias superiores em seus grupos religiosos (ou como queiram chamar). Tentem perceber se isso é um comportamento individual ou se é uma praxe do local. Mas pra ratificar e exterminar esse tópico, a denúncia é fundamental.

O que dizer da senha, do senhor deputado e da Comissão de Direitos Humanos?

Bem, o digníssimo terá de explicar bem o teor dessa conversa no vídeo, bem como entender que não se pede senha de banco, afinal isso não interessa a Deus (até porque com Sua onisciência ele deve saber). A comissão de direitos humanos da Câmara Federal tá uma balbúrdia só, digna daqueles quintais suburbanos divididos em pequenos cômodos, onde todo mundo briga pra ver quem é mais dono e pode mandar mais. O deputado alisado não está no cargo de bobeira, ele tem seus interesses, assim como o Jean Wyllis e qualquer um que faça parte da comissão. Infelizmente assume essa comissão tão importante uma pessoa que responde a processo, fala um monte de besteiras na televisão e mantém aquele cabelo ridículo à base da prancha alisadora da REVLON. Besta é de quem libera a senha do cartão pra qualquer um, quiçá uma criatura que usa prancha e faz sobrancelha, e é conhecido na internet como “Pastor Ryu”.

Agora sim a comissão tem um presidente gato, fashion, garoto propaganda da REVLON e de sobrancelha feita. Olhando assim ninguém diz que ele tem processo por estelionato.


Pra não cair...

Pra não cair nisso tudo meus caros, devemos exercitar o bom senso. Dinheiro é algo que rotineiramente vem difícil e vai fácil. Se a promessa é de vinda fácil, DESCONFIE! (Afinal nem se prostituindo  a grana vem fácil, ou já pararam pra pensar nos esfolamentos que os profissionais do séquiço devem ter...) Se a pessoa desconhecida se apresenta muito solicita, fala tudo que você quer ouvir e ainda por cima já vem falando em grana, PULA FORA, a chance de cair no golpe é grande caso não saia dessa malha. NÃO SEJA OLHO GRANDE, não pense que nenhuma alma caridosa lhe dará de bom grado dinheiro pra comprar um Camaro Amarelo (Mas nem que fosse doce feito caramelo). Uma última dica, evite divulgar aos quatro cantos problemas pessoais ou de ordem financeira. Esse tipo de conversa é bom se restringir a grupos pequenos e bem seletos de pessoas de estrita confiança. Caso contrário essa informação pode cair em ouvidos errados, daí a dar dinheiro pro analfabeto abrir uma conta é um pulo...


Notas felipinas 1: Queridos e queridas, escrevi esse post pensando em como estamos sujeitos a todo tipo de enrolação envolvendo dinheiro. Todo cuidado é pouco!

Notas felipinas 2: Agora se mesmo assim quiserem distribuir dinheiro por aí, não pensem duas vezes em me chamar e jogar tudo em cima de mim. Já providenciei uma caçamba pra recolher tudo...

Notas felipinas 3: A, pra quem interessar, a senha do meu cartão é 3102... (pra saber o resto eleve a constante de Avogadro à 345ª potência, depois divida pelo valor de π.).

Notas felipinas 4: Não tenho pendenga com igreja e nem religião nenhuma, pelo contrário (conheço bons trabalhos de denominações e religiões diversas e reconheço o préstimo de toda instituição que passe valores bacanas), apenas tenho com gente pilantra que se aproveita da fragilidade ou olho grande alheios...

Olho vivo meu povo!

NÃO DEIXEM DE OUVIR A RÁDIO DO  BLOG. AQUI ROLA MÚSICA 24H. APERTEM O PLAY LÁ EM CIMA E CURTAM BOA MÚSICA.

quarta-feira, 6 de março de 2013

[Games] Dançando, dançando, dançando...


Olá pessoal, como prometido na proposta do blog, nas quartas e domingos farei postagens com temáticas específicas. Essas postagens sempre virão com uma tag (aquilo entre os colchetes) indicando qual o tema. Não sei se todos sabem mas sou louco por videogames. Comecei nessa carreira jogando o Atari (http://pt.wikipedia.org/wiki/Atari_2600) da minha irmã, lembro do Enduro, Keystone Kapers, H.E.R.O e etc... Depois ganhei um Master System sem fio (lembram do tanto de antena que tinha pra funcionar?), ali conheci o Sonic the Hedgehog e o chato do Dr. Robotinik (só passei dele muitos anos depois). Mais velho, com uns 12 anos, ganhei meu melhor videogame, o Super Nintendo. Esse foi meu companheiro de longa data. Super Mario World, Super Mario Kart, International Superstar Soccer Deluxe, Donkey Kong Country e etc... Quis muito ter o Playstation mas as coisas não estavam fáceis pra ninguém e apenas joguei por emulador mesmo. Após muitos anos, quando comecei a ser bolsista do ProJovem Urbano, com minha primeira bolsa, dei uma de doido e comprei o Playstation 2. Joguei pra caramba tambem, em especial o PES 2010, GTA San Andreas e o Uchuu Keiji Damashii. Por fim juntei uns caraminguás e fiz, prometo, a compra do meu último videogame, o Playstation 3. É uma super plataforma, pra quem gosta de videogame eu recomendo. Já joguei horas a fio na minha vida, atualmente, com mestrado e etc  jogo umas três horas na semana, com sorte.

Keystone Kappers (pros íntimos o Polícia e Ladrão)

Enduro (era uma corrida louca que ia noite a dentro, passando por chuvas, neve, neblina)
H.E.R.O (me lembro que era um dos que mais gostava no atari)
Minha irmã e minha mãe adoram esse (Halloween é o nome do jogo)


Mas agora o que tem a ver dança com videogame?

De fato por muito tempo dança e videogame não tinham nada a ver mesmo (a menos que você desse o controle pra sua irmã jogar o Mario. É um sacudir de braço pra lá e pra cá que parece dança de axé!). Entretanto a Nintendo, numa sacada genial, inventa um videogame revolucionário, o Wii (Mais detalhes). Esse videogame inova por trazer uma nova experiência de jogo, onde não basta mais apenas apertar botões num joystick, agora tem que se mover pra fazer o jogo andar. O Wii tem um controle também, mas o que importa mais é o fato de que os comandos se dão pelos movimentos dos braços, além de botões. Com isso abriu-se a possibilidade de se desenvolverem jogos para todas as idades, pessoas, diversificando o público. Os jogos que eram basicamente restrito a meninos, adolescentes e homens, com o Wii trazem novo público, como crianças menores (de até 5 anos), meninas, mulheres e idosos. A proposta desse videogame era de ser algo familiar, e nisso acertaram em cheio.
A nova dinâmica de jogo, explorando movimentos corporais propiciou o desenvolvimento de um nicho de jogos, em que se exigiria o máximo de movimentos e estes ritmados. Seria o aprimoramento dos jogos de dança (os anteriores são aqueles que se veem em shopping, com as setas a pisar no chão), em que nosso objetivo é o de imitar por completo (quaaase isso) o movimento de um avatar na tela. Se antes tinha que pisar em setas, agora devemos empunhar o controle sensor e seguir os passos apresentados na TV. O Just Dance (detalhes; site oficial) desponta como um dos pioneiros e principais títulos, fazendo rapidamente grande sucesso. Tanto é que hoje está na sua quarta continuação, além de edições especiais, para crianças e outra com reunião de grandes sucessos.


Capa da quarta edição


Sigam os avatares! (Reparem na mão pintada, ela é a referência quando se joga com o controle do Wii ou do PSMOVE)
Uma das coreografias mais fáceis, dá pra se sentir numa boyband (só quem viveu nos anos 90 sabe o que é isso!)
Esse não podia faltar... Muito engraçada essa coreografia!




                                            Claro que demorou pra essa música aparecer né?!

                                             Do JD2, preferida da galera aqui do prédio!

Como você conheceu esse jogo?

Tudo começou nas férias de meio de ano de 2011, quando uma grande amiga de infância minha veio passar férias aqui no Brasil (ela estuda em Portugal). Resumindo, nosso grupo de infância andava brigado por conta de umas intriguinhas mocorongas dignas de Big Brother Brasil para prejudicados intelectuais e temporada de Malhação. Ninguém se falava muito até ela voltar, num sopro do destino estavam todos reunidos na portaria, tudo voltava ao normal. A irmã dela, parceirona tambem tem o Wii e já havia adquirido o JD (abreviando gente, não dou conta kkkk). Depois de negociações diplomáticas com sua mãe começamos a jogar. Confesso que de início tive resistência, nem sabia como aquilo funcionava. Daí em diante passei a tomar conhecimento do jogo.

Mas e como foi jogar dançando?

Não foi experiência fácil, afinal sou um gamer tradicional, de pegar o controle, sentar e jogar, de preferência jogo de futebol, GTA e etc. Já havia dançado no tapetinho das setas na casa de uma amiga minha de faculdade, e havia gostado pra caramba tambem... Mas a experiência no tal do Wii era nova e me deixou meio bolado. O jogo era o Just Dance 2 (o melhor pra mim!), a primeira dança foi algo sofrível, mas mesmo assim gostei. Não pessoal, eu não dancei bem! Não tem como alguém com a coordenação motora de um urubu perneta e recém-saído de um derrame dançar bem. Minha performance foi sofrível, mas ao mesmo tempo me senti tão bem que nem incomodou. Desde então virei fã do jogo e passamos aquele recesso todo dançando, até doer o braço. Aquilo virou uma catarse, mesmo tendo desempenho horrendo. Adoro dança, mas não tenho ritmo, dancei ali porque estava milagrosamente me divertindo.

Recomenda esse jogo?

Gente, esse jogo foi uma das melhores invenções que se podia fazer. Jogos de videogames geralmente acabam por conduzir a uma experiência solitária ou no máximo em dupla. Esse jogo propicia uma diversão coletiva, tinha hora que parava e via quatro pessoas dançando (ou esboçando qualquer movimento parecido) diante da TV. Que jogo propicia isso? E tem mais, o jogo usa músicas top, desde clássicos dos anos 70, 80, 90 e os atuais. Tem umas músicas meio comprometedoras, mas o que vale é a brincadeira. Uma rodada com uns 5 ou 6 amigos e a diversão é garantida galera! O negócio é tão bom que o JD tem 4 versões, e em outros videogames existem jogos de dança parecidos.

Outras plataformas...

Sim galera, a Microsoft entrou nessa e nos deu o Kinect, com esse recurso nem de controle você precisa pra jogar, é no mano a mano mesmo. E essa plataforma tem seu jogo de dança, o Dance Central. O PS3 também tem seu meio de usar jogos controlados por movimentos, graças ao PSMOVE. Com isto tem também seu jogo de dança, o Everybody Dance, que é muito bacana também. Do Just Dance 3 em diante em todas as plataformas (PS3, Kinect, Wii) é possível jogar. Enfim, mais que provado que esse jogo é sucesso garantido.

Atualmente você joga?

Sim galera, de algum tempo pra cá tenho jogado o Just Dance 4 no PS3, infelizmente jogando sozinho. O legal que uso como forma de fazer exercício, tenho queimado calorias com esse jogo. A coordenação motora melhora um pouco mas digo que tenho um desempenho “criativo” (sendo bonzinho é claro!). Só vou ficar devendo um vídeo das minhas performances pra vocês, mas prometo num futuro breve deliciá-los com minhas danças super originais....

Opinião final! Isso é jogo de homem?

Primeiro, acho palhaçada essa coisa se é pra homem, pra mulher ou pra gay. Só um recado galera, homem que dança faz mais sucesso (tenho vários relatos colhidos que comprovam). Mesmo eu tendo a desenvoltura de uma múmia com crise de cálculo renal adoro dança, aliás, caso seja diretor de escola um dia ponho dança como aula de educação física. Mas voltando ao jogo, isso é jogo pra família, pros amigos, pra quem quiser e puder jogar. Gente, vamos largar esse joystick, afastar o sofá e se mexer caramba! Vocês não sabem o que estão perdendo, eu mesmo de cintura dura não perco isso por nada, afinal vergonha nessa terra é roubar, matar e mentir...


Queridos leitores, obrigado por tudo. Tenham uma boa noite, e se puderem desfrutem de nossa rádio, basta apertar o play lá no início.  A partir de semana que vem programa ao vivo, aguardem!!!!!!!!!